sábado, 6 de agosto de 2011
Sexo
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Velhas descobertas
domingo, 31 de julho de 2011
Alucinados
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Porta retrato
Educação infantil
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Desmedido
É estranho se sentir vazio e conhecer cada detalhe desse espaço. Seria um espaço?
É estranho sentir medo de sentir. Teria cabimento?
É estranho não ouvir sinos tocando. Esqueci os contos de fadas?
É estranho sentir a pele esticar. Síndrome de Peter Pan?
Nada que me faça mover uma palha. Nada que me faça querer e desejar uma carne crua, um corpo quente. Mas as cores daquela unha me tiram do sério. Aquele verde junto à cor dourada da pele e o branco dos dentes escancarados em um sorriso roubado por mim fazem meus pés baterem em um ritmo acelerado. Desnorteante. É como receber uma tapa antes do gozo.
Contraditório, sei bem, mas é assim.
Sem planos, mesmo que me perca nas horas imaginando o dia seguinte. Sem compromisso, mesmo que desperceba outros sorrisos. Meu vazio é bem recheado com paredes de labirinto.
Extremo da loucura. Receio pelo tempo apertado, assim como eu. Receio por mim mesma que pareço desconhecida dentro disso tudo.
Soluções. Elas são para os calculistas. Frias, metrificadas.
Pois, sem rima, sem jeito, com medo e com olhos vendados me largo, mais uma vez, por esse mundo perturbado dos que se apaixonam.
terça-feira, 21 de junho de 2011
Mantenha sua janela sempre aberta
Minha janela me surpreende. Agora, às 2 da manhã, eu posso ter uma conversa amigável com o vizinho do prédio ao lado fumando seu baseado sagrado e eu fumando o meu careta. Me vem a cabeça os risos dele: a menina fuma cigarro sem graça. E a minha inveja pelo outro fumo. Bem que eu podia puxar dessa fumaça mais leve. O tenho como um amigo da madrugada. Sempre sou recebida com um comprimento tímido; ele balança a cabeça de lá e eu de cá. Fico na janela só o tempo do cigarro, mas ele fica mais. Quando volto pra fumar o segundo ele sempre está olhando o que eu não posso vê. Nessa hora ele já nem me nota mais. Ai eu começo a olhar os movimentos, tento imaginar o que tem dentro daquele quarto, do qual mal consigo vê um quadro de moldura fina e escura. Um mundo de outrem que desconheço por completo.