<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1770380313204210856</id><updated>2011-12-31T07:35:10.796-03:00</updated><title type='text'>Amorfos Amorosos</title><subtitle type='html'>do Gr. ámorphos - adj., que não tem forma determinada nem regular; informe; não cristalizado; anidiano;
de amor - adj., afectuoso; carinhoso; meigo; terno; amante.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://amorfas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1770380313204210856/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorfas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Pollan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06196898159180413906</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>27</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1770380313204210856.post-9179840542144682110</id><published>2011-10-08T03:23:00.000-03:00</published><updated>2011-10-08T03:23:04.142-03:00</updated><title type='text'>Resumo</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;Descobrir que sua sina é viciosa não é tão confortável quanto calçar um tênis azul e amarelo. É medonho. E como medo sempre foi meu codinome, vesti o destino do meu caminho sem perguntar muito, por mais que minha curiosidade apele interrogação. Deixei tudo me caber apertado na cabeça e no peito como uma menina pequena que finge descobrir o mundo, mas sabe conhecer uma verdade como ninguém. O lúdico nunca vai me deixar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Minha desordem começa por fora de mim. Não por desgosto, nem por agrado algum as coisas fora do seu lugar. Tudo é que insiste em acontecer nesta fora de ordem ao meu redor. Como se mesmo obrigado a ventar do mar pra terra, meu vendo desejasse partir. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;É quase como subir uma escada pulando degraus, correndo no passo para sentir o prazer de tropeçar mais a frente. O que me surpreende é conhecer muito bem esse tropeço, mas não desistir dele. É o limite do meu prazer e minha dor. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Minha reza, quando deito, canta o sossego, mas n’alma meu desejo é o desmantelo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1770380313204210856-9179840542144682110?l=amorfas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorfas.blogspot.com/feeds/9179840542144682110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1770380313204210856&amp;postID=9179840542144682110' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1770380313204210856/posts/default/9179840542144682110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1770380313204210856/posts/default/9179840542144682110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorfas.blogspot.com/2011/10/resumo.html' title='Resumo'/><author><name>Pollan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06196898159180413906</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1770380313204210856.post-685814891572085464</id><published>2011-09-29T03:54:00.003-03:00</published><updated>2011-10-03T00:23:08.287-03:00</updated><title type='text'>Aberta</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;Abrir a porta e pedir passagem para um amor antigo ir. Na verdade, quase implorar para que ele siga e não leve muita parte de mim. Que não me tire as manhãs de domingo acordada pelo beijo, o sol batendo na pontinha do pé frio e a música que deixava uma preguiça e a vontade de te deitar junto. Nem os banhos de rio, muito menos os carinhos que se encaixavam como um Lego. Não sei se dói mais deixar partir ou encarcera essas coisas que a gente descobre com o tempo que sabe sentir. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A frequência da lembrança vai cessando, mas a cada volta ela perturba uma parte diferente. Ora o olfato, quando, por acidente, sinto o perfume em outro alguém. Ora no tato, quando, agora de propósito, comparo um toque. &amp;nbsp;Ora no peito, quando, mais uma vez por conta própria, volto a ler nossas cartas. Mas cada vez mais, essa volta se dá de forma madura, como um momento que vivenciou todas as suas etapas e findou. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Pontoar o que sentir é de vera confuso quando sei que um sentimento não morre em um ponto. Aqui, se tudo isso fosse apenas um texto seria o momento certo para uma vírgula. Um rito de passagem. Como se me abrissem em duas para seguir rumos distintos, mas sempre paralelos e meus. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1770380313204210856-685814891572085464?l=amorfas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorfas.blogspot.com/feeds/685814891572085464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1770380313204210856&amp;postID=685814891572085464' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1770380313204210856/posts/default/685814891572085464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1770380313204210856/posts/default/685814891572085464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorfas.blogspot.com/2011/09/aberta.html' title='Aberta'/><author><name>Pollan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06196898159180413906</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1770380313204210856.post-1753751513836047706</id><published>2011-08-20T04:59:00.002-03:00</published><updated>2011-08-20T04:59:53.483-03:00</updated><title type='text'>Coisas de menina pequena</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Eu pelejei para lembrar, mas consegui arrancar as minhas melhores histórias. A primeira que me veio à cabeça foi bem lucida. Lembro da cozinha. Os eletrodomésticos eram de um tom de marrom claro; as paredes cobertas até o teto com um azulejo bege com desenhos florais; era um corredor, onde do lado direito ficavam a geladeira e o fogão – com uma mesa de formica entre os dois. E do lado esquerdo a pia e um filtro de barro com uma tira vermelha marcando a separação das duas peças. Lembro da cozinha porque era lá que eu tentava, com a fúria da minha infância, sugar uma caixinha de toddynho em uma só sugada. Eu sei porque fazia isso. Parecia que o liquido chegava mais grosso dessa forma. A textura parecia modificar o sabor do achocolatado. Bobagem de menina pequena. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Lembro da minha primeira bicicleta. Um orgulho muito maior que eu. Tão maior que não conseguir dá uma única pedalada nela naquele ano. Me sobrou a bicicleta velha da minha irmã. Era azul, parecia de menino, parecia uma pequena motocicleta sem motor. Lembro também que ela não conseguia pedalar direito a minha Caloi Rosa Claro e tinha que subir no canteiro do estacionamento dos carros pra subir no meu presente. No primeiro dia que ela andou na minha maquina, trombou com a bicicleta de um vizinho e ele prendeu o braço na roda da minha bicicleta que ela pedalava. Acho que hoje ele deve pensar: Preferia que a pequena tivesse ganhado o presente grande e esperado o tempo certo para usar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Também consigo sentir o cheiro do quintal da minha avó e avô paternos. Tinha o pé de carambola, onde eu subia pra ver o quintal de um terreiro – e minha avó, cristã que era, dava escândalos quando notava a cambada de netos pendurados na árvore pra ver coisas novas – Tinha o pé de goiaba, que servia de mostruário de chibatas para meu avô, um homem com dons artísticos não aproveitados; um pé de pinha – que eu nunca vi uma pinha pendurada; e um pé de framboesa, que me encantava pela delicadeza.&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Um cacho de uva pequeno com um gosto doce e azedo em um mesmo corpo. Era o fundo da casa, que mais parecia uma caixa de areia gigante – apenas para uma criança. Meu avô construiu com as próprias mãos aquele paraíso. Como eu gostava daquele lugar. Como aquele lugar me construiu com as próprias mãos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Teve o dia em que fui a rainha. Minha irmã mais velha ficou doente e não pode ir para a escola, meu irmão mais novo ia para o berçário com minha mãe. Então, esse foi o primeiro dia que fui sozinha na caçamba da Pampa do meu pai para a aula. O vento que meu ventilador faz agora me lembra muito bem o vento que batia no meu rosto. Uma liberdade que além de ser só minha só eu entendia. Eu fui me segurando nas armações de ferro que esses carros com caçamba têm. Eu era tão pequena, mas me senti naquele momento em uma viagem sem fim com meu maior super-herói. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Outro dia memorável foi quando minha mãe precisou descer e deixou minha irmã mais velha cuidado de mim e do meu irmão. O desenho animado, ou algum desses programas infantis, chamou mais atenção e ela ficou como toda criança fica, hipnotizada por aquela caixinha preta (que na minha época era literalmente uma caixinha e de preto só tinha o fundo, porque a frente era prata com botões gigantes). No quarto, meu irmão viciado em perfumes desde sempre, achou um frasco de perfume de um litro. Daqueles com cheirinho de bebê bem vagabundo. Colocamos a cadeira na frente do armário onde estava o frasco e em uma aventura emocionante escalamos o guarda-roupa – que hoje bastaria levantar a mão para alcançar seu fim. Ele pegou o pote, me abraçou e juntos tomamos um banho de perfume como nunca na vida tomei mais. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Minha avó paterna. Ela sempre pagava ônibus. Foi com ela que aprendi a levantar a mãozinha pra ele parar. O meu favorito eram os elétricos. Eram azuis e os bancos ficavam frente a frente na vertical. O barulho que eles faziam; os estalos e o fogo que saia no fio. Gravei tudo na memória. Na espera desse ônibus, espacial para mim, me divertia na veia grossa e gorda da minha avó. Brincava de prender a circulação dela, brincava de tocar uma música sem som. Nosso destino era o Centro da Cidade. Como eu gostava daquela gente correndo, daquela gente sem tempo. Ela parava em várias lojas e sempre no mesmo banco. Me sentia tão orgulhosa de ver que todos conheciam minha avó. Ela cumprimentava as pessoas com uma elegância que até hoje tento copiar. Era um gesto simples de cabeça e um sorriso que nunca vi igual na vida – nem sorriso, nem uma canjica tão boa quanto a dela.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Já minha avó materna era a mulher dos bolos. Meu primeiro gole de cerveja foi em um bolo dela. Bolo com cerveja. Ela era mais traquina que qualquer criança. Era diabética, mas sempre me enrolou direitinho e me fazia entregar meus biscoitos recheados por uma aliviada nas minhas próprias traquinagens. Ela me contava histórias de um tempo muito distante do meu. Contava os cortejos que meu avô materno fez para conseguir a mão dela em casamento, dos escravos das terras da família, das cidades pequenas que ela passou. Meu maior divertimento era tentar roubar um abraço dela. Como é engraçado agora lembrar a fúria que ela ficava no rosto e o gosto que ela sentia nos braços quando a gente se abraçava. Aquele rosto branco de cabelos negros e braços gordos nunca saiu da minha cabeça. Como aprendi a ter razão com ela. &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Vovô Tota. era assim que chamávamos seu Francisco, meu avô paterno. Ele sempre, mais sempre dava moedas pros netos comprarem doces na barraca do Chico, que ficava na esquina da casa dele e da minha avó. Um dia, ele com seu talento pra mexer com madeira e modulagem, me fez um cofre de madeira. A primeira fez que enchi esse cofre com moedas foi agora a pouco. Ele é grande até pra gente grande. Lembro também dele debaixo do pé de carambola tecendo sua rede de pesca. Ele mesmo fazia, ele mesmo me ensinou a pescar meu primeiro peixe – que acabou pulando para o mar de novo, para minha felicidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;São tantas histórias que me fazem. São tantos eus que me constroem. Volto, hoje, para me lembrar a essência, para não esquecer as coisas velhas. Volto no pensando, mas com uma vontade danada de voltar de verdade, porque naquele tempo, meu maior desafio ainda era tomar um toddynho em uma só sugada.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1770380313204210856-1753751513836047706?l=amorfas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorfas.blogspot.com/feeds/1753751513836047706/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1770380313204210856&amp;postID=1753751513836047706' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1770380313204210856/posts/default/1753751513836047706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1770380313204210856/posts/default/1753751513836047706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorfas.blogspot.com/2011/08/coisas-de-menina-pequena.html' title='Coisas de menina pequena'/><author><name>Pollan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06196898159180413906</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1770380313204210856.post-2399441330784906719</id><published>2011-08-15T04:24:00.001-03:00</published><updated>2011-08-15T04:27:37.736-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;Perdi a minha fé e não foi em nenhum dos meus cantos. Assumo, sou apostata. Troquei a minha fé pela razão, porque não foram só os meus planos que caíram por terra, mas cada pedaço da minha carne. &amp;nbsp;Essa é minha ferida aberta de vida e cada vento que sopra queima o fogo, atiçando minhas brasas adormecidas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Sem engolir palavras, conheço hoje minha pior parte. Minha dúvida, minha constância nesse estado inerte, acorrentada dentro da minha própria história. Sinto que me apararam as garras, me roubaram a chance de fugir. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Dentro deste meu mundo perco os sentidos e já confundo sede com fome, na verdade não sei se meu corpo pede pelo prazer de comer ou pela ferocidade de devorar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;É como pedir licença para se humilhar. Pregar os olhos em paredes frias e esperar que tudo se volte para seu devido lugar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Na verdade, sei que me engano. Porque a fé sou eu e a razão nunca me coube.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1770380313204210856-2399441330784906719?l=amorfas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorfas.blogspot.com/feeds/2399441330784906719/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1770380313204210856&amp;postID=2399441330784906719' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1770380313204210856/posts/default/2399441330784906719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1770380313204210856/posts/default/2399441330784906719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorfas.blogspot.com/2011/08/perdi-minha-fe-e-nao-foi-em-nenhum-dos.html' title=''/><author><name>Pollan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06196898159180413906</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1770380313204210856.post-3698568577138126950</id><published>2011-08-07T05:32:00.002-03:00</published><updated>2011-08-07T05:32:34.638-03:00</updated><title type='text'>Sexo II</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;Minha vontade é lei. Agora isso basta.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1770380313204210856-3698568577138126950?l=amorfas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorfas.blogspot.com/feeds/3698568577138126950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1770380313204210856&amp;postID=3698568577138126950' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1770380313204210856/posts/default/3698568577138126950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1770380313204210856/posts/default/3698568577138126950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorfas.blogspot.com/2011/08/sexo-ii.html' title='Sexo II'/><author><name>Pollan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06196898159180413906</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1770380313204210856.post-6939382538783991984</id><published>2011-08-06T21:29:00.002-03:00</published><updated>2011-08-06T21:29:13.537-03:00</updated><title type='text'>Sexo</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;Meu corpo nu marcado pelo cobertor grosso. Um sorriso saindo pelas pontas dos olhos. Café. A bagunça arrumada do quarto. O vento musicando na beira da janela e o ventilador misturando tudo. A fumaça do seu cigarro bailando entre nossos espaços, junto ao nosso calor. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O toque. As linhas dos dedos riscando a silhueta da cintura, das coxas, dos peitos. Carne. A tinta fresca escorrendo em uma tela branca. Guache. É o nosso desenho. &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;A luz nos abraçando e o tempo liquidificando. Nos corredores dos teus dedos os meus. Suor. Tua pele em forma de chamado. Meu desejo pulsa como sangue. Ritmo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Na palma de tua mão meu sexo. Em algum canto da minha alma teu gozo. &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1770380313204210856-6939382538783991984?l=amorfas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorfas.blogspot.com/feeds/6939382538783991984/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1770380313204210856&amp;postID=6939382538783991984' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1770380313204210856/posts/default/6939382538783991984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1770380313204210856/posts/default/6939382538783991984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorfas.blogspot.com/2011/08/sexo.html' title='Sexo'/><author><name>Pollan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06196898159180413906</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1770380313204210856.post-8829789420690927588</id><published>2011-08-01T23:14:00.003-03:00</published><updated>2011-08-01T23:14:41.649-03:00</updated><title type='text'>Velhas descobertas</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Até onde sou leal a mim mesma? Até onde consigo seguir o que meus ideais concretizam? Não sei, não por duvidar da minha lealdade, mas por não conhecer todos os terrenos do meu ser. Meu lado escuro, meu lado claro, minhas honras e o gosto da vingança que sinto na ponta da língua. São os desconhecidos dentro de mim que acabam por governar certas decisões que nunca conseguiria eu mesma tomar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1770380313204210856-8829789420690927588?l=amorfas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorfas.blogspot.com/feeds/8829789420690927588/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1770380313204210856&amp;postID=8829789420690927588' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1770380313204210856/posts/default/8829789420690927588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1770380313204210856/posts/default/8829789420690927588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorfas.blogspot.com/2011/08/velhas-descobertas.html' title='Velhas descobertas'/><author><name>Pollan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06196898159180413906</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1770380313204210856.post-4335320876413988660</id><published>2011-07-31T07:14:00.000-03:00</published><updated>2011-07-31T07:14:45.957-03:00</updated><title type='text'>Alucinados</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;Foi como levar um choque na geladeira, rápido. Como fechar os olhos e esbarra em você de braços abertos.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Marinheiro de milésima viagem deveria imaginar coisas do tipo. O mar muda. Quando você menos espera tudo sai do lugar. Da cozinha você vai pro quarto em dois passos. Não, seu apartamento não é pequeno. Isso é a pressa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Começar ar a ler a orelha de um livro e pular pra última frase, tudo na ânsia de juntar as migalhas dentro da caixa, seja de pão ou de bolacha. Fiz uma sujeira, baguncei e não arrumei. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Que não seja tão rápido na partida quanto foi na chegada.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1770380313204210856-4335320876413988660?l=amorfas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorfas.blogspot.com/feeds/4335320876413988660/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1770380313204210856&amp;postID=4335320876413988660' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1770380313204210856/posts/default/4335320876413988660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1770380313204210856/posts/default/4335320876413988660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorfas.blogspot.com/2011/07/alucinados.html' title='Alucinados'/><author><name>Pollan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06196898159180413906</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1770380313204210856.post-9058803135421955249</id><published>2011-07-29T03:51:00.003-03:00</published><updated>2011-07-29T03:52:35.980-03:00</updated><title type='text'>Porta retrato</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;Antes de deitar gosto de me perguntar: Será que vala a pena ter essas fotos pregadas na parede?&amp;nbsp; Repassar cada momento daquele sem deixar de lado nenhum segundo? É um vício. Já tentei arrancar da parede, já tentei arrancar de mim. Mas tudo foi grudado com cola de marca – prega mais que Super Bonder. Não adianta agora querer puxar com força. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Então o que me resta é olhar. Sim, elas ficam em um lugar estratégico. Não existe escapatória. Ou não entro mais no meu espaço, ou vou ter que aprender a olhar e não reconstruir, nesta linda cabecinha que Deus me deu, cada minúcia daquele cheiro. Tarefa difícil. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Deviam criar uma cartilha: Como olhar e não vê. Podia ser em braile, juro que me esforçaria para aprender a decifrar cada pontinho. &amp;nbsp;Talvez fosse mais fácil assim. É ai que me pergunto: Teria tanta graça? Não sei. Acho que nessas horas eu nem penso mais no que é engraçado. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Não adianta. Vou me deitar agora e mesmo fechando os olhos para não ver estampado em todas as paredes do meu quarto, eu sei que quando adormecer vou te ver do jeito que mais gosto: Pintado em um real tão cru e seco que quando acordar vou acreditar em você.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1770380313204210856-9058803135421955249?l=amorfas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorfas.blogspot.com/feeds/9058803135421955249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1770380313204210856&amp;postID=9058803135421955249' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1770380313204210856/posts/default/9058803135421955249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1770380313204210856/posts/default/9058803135421955249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorfas.blogspot.com/2011/07/porta-retrato.html' title='Porta retrato'/><author><name>Pollan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06196898159180413906</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1770380313204210856.post-1923581996348412525</id><published>2011-07-29T02:29:00.000-03:00</published><updated>2011-07-29T02:29:17.829-03:00</updated><title type='text'>Educação infantil</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Sem pretensão alguma as minhas palavras saem quase que golpeando a carne, mas pra não deixar a ferida aberta e o sangue escorrer, as mãos são rápidas e apresenta o meu lado bondoso. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Seguro para não deixar topar no meio do caminho. É como a tarefa do garçom que, por descuido, deixa a bandeja escorre entre os dedos e luta contra todos para não quebrar um copo. Se mostrando orgulhoso por cumprir sua tarefa sem desperdícios no fim da noite.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Calcular, certas coisas, é preciso. As contas no fim do mês, trivial; A quilometragem do carro, para economizar gasolina e ter mais álcool; E as mulheres que deitam em sua cama, para contar vantagem e ganhar experiência de vida. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Experiência de vida daquelas que seus pais contam quando você é pequeno, mas não quer te assustar. “Meu filho, quando você crescer vai ver que as pessoas são ruins e pisam umas nas outras”. Bem, aprendam desde cedo, crianças, o que eles querem dizer é: Cuidado, uma nega pode foder com você. E não é no sentindo mais gostoso da palavra.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1770380313204210856-1923581996348412525?l=amorfas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorfas.blogspot.com/feeds/1923581996348412525/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1770380313204210856&amp;postID=1923581996348412525' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1770380313204210856/posts/default/1923581996348412525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1770380313204210856/posts/default/1923581996348412525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorfas.blogspot.com/2011/07/educacao-infantil.html' title='Educação infantil'/><author><name>Pollan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06196898159180413906</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1770380313204210856.post-2133187500036838077</id><published>2011-07-28T03:03:00.001-03:00</published><updated>2011-07-28T03:03:32.940-03:00</updated><title type='text'>Desmedido</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;É estranho se sentir vazio e conhecer cada detalhe desse espaço. Seria um espaço? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É estranho sentir medo de sentir. Teria cabimento?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É estranho não ouvir sinos tocando. Esqueci os contos de fadas? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É estranho sentir a pele esticar. Síndrome de Peter Pan?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nada que me faça mover uma palha. Nada que me faça querer e desejar uma carne crua, um corpo quente.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Mas as cores daquela unha me tiram do sério. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Aquele verde junto à cor dourada da pele e o branco dos dentes escancarados em um sorriso roubado por mim fazem meus pés baterem em um ritmo acelerado. Desnorteante. É como receber uma tapa antes do gozo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Contraditório, sei bem, mas é assim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sem planos, mesmo que me perca nas horas imaginando o dia seguinte. Sem compromisso, mesmo que desperceba outros sorrisos. Meu vazio é bem recheado com paredes de labirinto. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Extremo da loucura. Receio pelo tempo apertado, assim como eu. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Receio por mim mesma &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;que pareço desconhecida dentro disso tudo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Soluções. Elas são para os calculistas. Frias, metrificadas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pois, sem rima, sem jeito, com medo e com olhos vendados me largo, mais uma vez, por esse mundo perturbado dos que se apaixonam. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1770380313204210856-2133187500036838077?l=amorfas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorfas.blogspot.com/feeds/2133187500036838077/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1770380313204210856&amp;postID=2133187500036838077' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1770380313204210856/posts/default/2133187500036838077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1770380313204210856/posts/default/2133187500036838077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorfas.blogspot.com/2011/07/desmedido.html' title='Desmedido'/><author><name>Pollan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06196898159180413906</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1770380313204210856.post-4037539812646116087</id><published>2011-06-21T02:31:00.002-03:00</published><updated>2011-07-28T03:21:57.499-03:00</updated><title type='text'>Mantenha sua janela sempre aberta</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Minha janela me surpreende. Agora, às 2 da manhã, eu posso ter uma conversa amigável com o vizinho do prédio ao lado fumando seu baseado sagrado e eu fumando o meu careta. Me vem a cabeça os risos dele: a menina fuma cigarro sem graça. E a minha inveja pelo outro fumo. Bem que eu podia puxar dessa fumaça mais leve. O tenho como um amigo da madrugada. Sempre sou recebida com um comprimento tímido; ele balança a cabeça de lá e eu de cá.  Fico na janela só o tempo do cigarro, mas ele fica mais. Quando volto pra fumar o segundo ele sempre está olhando o que eu não posso vê. Nessa hora ele já nem me nota mais. Ai eu começo a olhar os movimentos, tento imaginar o que tem dentro daquele quarto, do qual mal consigo vê um quadro de moldura fina e escura. Um mundo de outrem que desconheço por completo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quando chego à janela durante a tarde vejo só os pivetes, deste mesmo outro prédio, brincando. Eles correm entre carros com uma esquiva que tenho certeza, aprenderam jogando rpg em algum vídeo game de alta tecnologia. Os gritos e risos são tão altos que mesmo quando tento evita-los, eles invadem meu quarto e sou forçada a fumar um cigarro só pra ficar olhando. Tem um deles, um ruivo, baixinho e com um sorriso encantador que sempre me acena. Ele ri e da um tchau desses de menino pequeno que deixa qualquer durão abestalhado. Deve ter seus 8 anos. Lembro que a primeira vez que me viu tentou me mostrar ao resto do grupo. Ninguém deu bola pra o que ele apontava. Eu. Me apontava e gritava, mas era um grito de convite, como se me quisesse no grupo, me chamando pra diversão. Eu nunca desci, mas nunca deixei de aparecer na hora marcada da brincadeira deles. Pelo menos pra ganhar um aceno e aquele sorriso bobo, que logo se vira e se mistura entre os carros, correndo e gritando. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Essa tarde eu cochilei; perdi o meu aceno. Quando cheguei à janela pra fumar meu cigarro o sol já estava se esmagando entre prédios e o céu todo laranja. Os meninos já deviam ter subido há muito tempo. Eu, sem saber pro que olhar, fiquei me perdendo de varanda em varanda. Até que na ultima varanda do lado esquerdo eu a vi. Ela estava sentada no chão, sua varanda era toda de vidro e consegui vê até seu vestido, um rosa com babados. A cabeça escorada no vidro ela me analisava e parecia ser costumeiro faze-lo. Me senti intimidada. Ela não me comprimentou, só olhava. Não consegui olhar fixamente; Será que ela sempre me olha? Tão escondida, nunca poderia achar. Ficamos as duas nesse jogo medroso pra mim e divertido pra ela que sorria com malicia para uma menina pequena, se divertindo com meu jeito. Terminei o cigarro e ela se levantou, era tão pequena que a cabeça não chegava a aparecer pela janela, conheci meu observador através do vidro, esperou que eu apagasse o cigarro na quina da janela e saiu. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1770380313204210856-4037539812646116087?l=amorfas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorfas.blogspot.com/feeds/4037539812646116087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1770380313204210856&amp;postID=4037539812646116087' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1770380313204210856/posts/default/4037539812646116087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1770380313204210856/posts/default/4037539812646116087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorfas.blogspot.com/2011/06/mantenha-sua-janela-sempre-aberta.html' title='Mantenha sua janela sempre aberta'/><author><name>Pollan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06196898159180413906</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1770380313204210856.post-4619199559605837011</id><published>2011-05-07T04:12:00.000-03:00</published><updated>2011-05-07T04:13:39.434-03:00</updated><title type='text'>Ausências internas</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Era uma noite confusa por vários motivos. O céu estava com cara de chuva, o vento estava frio como se fosse chover, mas não choveu. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;E em Alice tudo era muito parecido, estava com uma cara de quem precisa chorar, as mãos frias como se tivessem enxugado lágrimas, mas ela não chorou, apesar desta ser sua maior vontade. Mas era um choro como o mau tempo que fazia. Desnecessário. Ela sabia disso e só por saber se sufocava em uma angustia totalmente desconhecida. É quando tudo está assim, como agora, que dói mais.  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1770380313204210856-4619199559605837011?l=amorfas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorfas.blogspot.com/feeds/4619199559605837011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1770380313204210856&amp;postID=4619199559605837011' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1770380313204210856/posts/default/4619199559605837011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1770380313204210856/posts/default/4619199559605837011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorfas.blogspot.com/2011/05/ausencias-internas.html' title='Ausências internas'/><author><name>Pollan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06196898159180413906</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1770380313204210856.post-4960247937788879239</id><published>2011-04-03T00:17:00.000-03:00</published><updated>2011-04-03T00:18:52.028-03:00</updated><title type='text'>Quando o Cabaré abre as portas, ou as pernas.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Eu gosto das putas. Sim, e agora não falo das que amo, mas &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;das que ficam na rua mesmo. Eu gosto delas. Do batom vermelho e as sombras azuis baratas. Gosto da conversa e do cheiro do suor de sexo que elas exalam mesmo paradas. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;A vulgaridade e a elegância nascidas em um corpo só. O jeito do sorri que sabe esconder a humilhação ou até a pouca vergonha para assumir que gosta de sexo pago. A sinceridade e a experiência na arte do gozo. Antes de morre quero um quarto de motel de beira de estrada, um cigarro barato e uma puta muito bem paga pra trocar uma prosa rápida e chegar ao céu aterrorizando as boas moças. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1770380313204210856-4960247937788879239?l=amorfas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorfas.blogspot.com/feeds/4960247937788879239/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1770380313204210856&amp;postID=4960247937788879239' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1770380313204210856/posts/default/4960247937788879239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1770380313204210856/posts/default/4960247937788879239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorfas.blogspot.com/2011/04/quando-o-cabare-abre-as-portas-ou-as.html' title='Quando o Cabaré abre as portas, ou as pernas.'/><author><name>Pollan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06196898159180413906</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1770380313204210856.post-2489650035840083968</id><published>2011-03-22T02:12:00.003-03:00</published><updated>2011-03-25T01:40:00.540-03:00</updated><title type='text'>Amor de rapariga não vinga, não!</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Quando estou amargurada meu humor é mais felino e eu gosto disso. Parece que consigo, nesses momentos, arranhar a carne de muita gente. Daqueles arranhões fortes, que deixam cheiro de carne na ponta dos dedos e resto de pele nas unhas. É quase uma cravada fatal! Também tenho vontade de estrangular, mas sem me sentir assassina. Aquela coisa delicada, quase sutil, mas transbordando de veneno. Quem nunca deu uma alfinetada nua e crua nesse mundo que me atire à primeira pedra.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Nem a puta do Santíssimo escapou dessa. Ciúme, mesclado a risos alheios, é foda! Não é qualquer tipo de ciúmes, nem de risos. São daqueles que você só sente pelas prostitutas, quando digo dos ciúmes e dos mais escrachados, quando digo dos risos. Nessa hora o sangue sobe, borbulha e na mão você sente os dois lados da face fria daquela rapariga bem rodada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Cabaço ali nem as narinas lembram mais como é. Rapariga de roupa curta, só não mostra o bico do peito porque é feio, mas se quiser ver o resto não custa nada. Garota de programa gratuita. Se não foi teu dedo... Olhe que membros não faltam e tenho certeza, já estiveram naquele mapa desgastado. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Ah! Mais são dessas Marias Madalenas que gostamos mais. A puta que a gente vai salvar! Doce ilusão e muito peso na cabeça. Amigo isso não é a tua consciência que pesa, são os chifres que essa devassa, que não é cerveja e muito menos loira, te coloca! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1770380313204210856-2489650035840083968?l=amorfas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorfas.blogspot.com/feeds/2489650035840083968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1770380313204210856&amp;postID=2489650035840083968' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1770380313204210856/posts/default/2489650035840083968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1770380313204210856/posts/default/2489650035840083968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorfas.blogspot.com/2011/03/amor-de-rapariga-nao-vinga-nao.html' title='Amor de rapariga não vinga, não!'/><author><name>Pollan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06196898159180413906</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1770380313204210856.post-1888962747472510573</id><published>2011-03-12T05:48:00.003-03:00</published><updated>2011-03-12T06:00:44.876-03:00</updated><title type='text'>O meu novo de novo</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Na verdade, até eu me canso de ouvir meu choramingar pelo amor, mas é difícil não falar sobre isso quando sinto dentro do meu peito bater a coisa que os apaixonados sentem. Sei que sou um tipo de apaixonado bem clichê. Daqueles que sentem o amor sozinho. Eu amo só. Na verdade eu relembro meu amor. Eu puxo do meu intimo esse sentimento, que parece esquecido, apagado, mas que está ali, fervendo dentro da minha alma. E é por isso que eu tanto me escondo. É sim, é por isso tudo que eu me esquivo das palavras mais certas pra dizer. Tenho o medo dos que amam de dizer a verdade e ficar perdida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="line-height: 115%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Mas sinto. Não me nego a sentir tudo isso quando encosto a cabeça no travesseiro. Ah! Meus sonhos, eles são quase realidade. Eu lembro bem como é tocar um cacho de cabelo, eu lembro bem como é ver um sorriso de lábios finos. Parece que para o amor o tempo não passa. Ele faz questão de parar pra mim. Até meu colchão ajuda. Ele ainda tem tua forma e exatamente do teu lado. Eu ainda lembro com veracidade o beijo, o cheiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="line-height: 115%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Mau trato. Meu desejo é esquecer, mas lembrar, também me faz tão feliz. Será que essa felicidade é porque eu realmente quero, ou só porque já perdi? Saudade de amor é a coisa mais louca que Deus criou no mundo. Aperta no peito, mas aperta que tira o folego na vida real. Me faz perder o gosto, a concentração. Sonhar e acordar lembrando as coisas que couberam no passado por vezes me faz tão bem!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="line-height: 115%; "  &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Dores ou sonhos? Sei lá, tanto faz agora. Eu só preciso lembrar, lembrar de como era tua voz, teu jeito. Lembrar de como eu conseguia naquele tempo te roubar sorrisos que hoje não consigo mais. Preciso também descobrir como esquecer para viver outras lembranças. Eu não quero uma vida de um amor só. Quero descobrir o mundo por olhos que não são meus. E você, nesse momento, me impede de construir o que eu desejei&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1770380313204210856-1888962747472510573?l=amorfas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorfas.blogspot.com/feeds/1888962747472510573/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1770380313204210856&amp;postID=1888962747472510573' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1770380313204210856/posts/default/1888962747472510573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1770380313204210856/posts/default/1888962747472510573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorfas.blogspot.com/2011/03/o-meu-novo-de-novo.html' title='O meu novo de novo'/><author><name>Pollan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06196898159180413906</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1770380313204210856.post-2962778724261379142</id><published>2011-03-12T05:17:00.003-03:00</published><updated>2011-03-12T05:29:07.283-03:00</updated><title type='text'>Só ventilador sabe o lado certo de girar</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 14px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 14px; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia; font-size: 13px; "&gt;As madrugadas são geniais pra mim. Aqui de cima, mesmo estando consideravelmente baixo comparado aos prédios do recife, no meu terceiro andar, não se ouve barulho de carros, gente e nem mesmo o da minha própria casa. Mesmo tendo nascido às 10 da manhã, eu me fiz foi dentro do escuro, mas com o quarto muito bem iluminado. Tenho pavor do escuro total. Antes, quando eu era uma durona, não admitia meus “pequenos” medos.  Era mais bonito dizer que eu mantinha uma relação de respeito com o escuro. Ele é maior do que eu, então o respeito.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-size: small; "&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;É gostoso imaginar o que acontece nas janelas dos prédios vizinhos durante a madrugada. Alguns, na penumbra da televisão, ainda se mostram acordados, ou não. Outros, bem acesos, podem também estar acordados ou são do clã dos medrosos e dormem no claro. Isso me lembra duma noite. Estava voltando de algum canto com minha mãe. Nessa época, devia está com os meus dourados quinze anos e andava no carro deitada no banco de trás. Gostava de ver as luzes dos postes se misturarem com as copas das árvores.  Dava um efeito bonito. Não lembro o porquê, mas mesmo sendo tarde estava um transito louco. E de cabeça pra baixo eu olhava pra uma janela do segundo andar de um prédio caixão. Tinha um homem sentado na varanda. Parecia ser velho, não dava pra enxergar o rosto dele. A luz da sala estava acessa e a da varanda apagada, só me deram direito de ver sombras. Uma mulher entrou, acho que a filha, talvez a enfermeira, talvez uma namorada muito jovem, mas naquela época eu só pensei que era a filha muito zelosa pelo pai idoso. Ela trazia um copo, eu pensei ser água e ela o entregou alguma coisa fora o copo, que eu achei ser um remédio. Para mim ele era um velho e velhos tomam muitos remédios. Também pensei que aquele era um velho ranzinzo, o homem parecia reclamar e não queria tomar o remédio. Eles pareciam conversar, imaginei toda a conversa prestando bem atenção nos gestos das mãos dos dois. Ela saiu logo, acho que deve ter ficado com raiva porque ele se negou a tomar o remédio. Depois de um tempo o carro andou e não dava mais pra ver a janela. Às vezes me pergunto se ele tomou o remédio, às vezes também me pergunto se era um remédio. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-size: small; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; "&gt;Dentro do meu quarto, nas madrugadas, me sinto meio &lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; "&gt;Gregor Samsa&lt;/span&gt;, mas também me sinto um adolescente espiando os vizinhos com binóculo. E não me envergonho disso, não é nenhum pecado e acredito que Deus, ou qualquer um dos seus assessores, no dia do purgatório, vai relevar essa coisa toda de olhar os alheios.   &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-size: small; "&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;A questão não é só o silêncio. É a sensação de poder olhar e acreditar que também não está sendo olhado. É a coisa de pensar está vendo o que ninguém mais pode ver. E é o seu quarto, seu domínio. Aqui eu conheço todas as paredes e cada detalhe do chão. A segurança e o meu próprio mistério. O vento da madrugada também é mais gostoso. Parece que ele aprende a entrar pela janela de um jeito diferente e que por falta de carros, ele é mais limpo e que minha liberdade gira junto com meu ventilador de teto. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Cambria, serif; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1770380313204210856-2962778724261379142?l=amorfas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorfas.blogspot.com/feeds/2962778724261379142/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1770380313204210856&amp;postID=2962778724261379142' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1770380313204210856/posts/default/2962778724261379142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1770380313204210856/posts/default/2962778724261379142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorfas.blogspot.com/2011/03/so-ventilador-sabe-o-lado-certo-de.html' title='Só ventilador sabe o lado certo de girar'/><author><name>Pollan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06196898159180413906</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1770380313204210856.post-2615319419474769577</id><published>2011-02-16T00:15:00.005-03:00</published><updated>2011-02-16T00:31:35.930-03:00</updated><title type='text'>Bula para garganta inflamada</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mal maior é essa necessidade-sei-lá-do-que que me segura o pescoço com as duas mãos, como quem estrangula o pescoço de uma galinha prestes a morrer. Não é só um simples nó na goela que me tira o ar, entende? O desconforto de acordar e não ter controle nem sobre o dedo mindinho, mas mesmo assim ter que se pôr de pé com sorriso na cara, desmancha pedaços da alma. Isso também não é drama descabido e desnecessário da minha juventudo, mesmo em plena idade adulta. Tem quem chame toda essa coisa de "falta". Certo. Seria muito fácil chamar assim e logo em seguida colocar um ponto encerrando a frase, mas me explique uma coisa, amigo-dicionário-dos-sentimentos: Falta de que? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fora essa coisa toda incomoda, eu ainda tenho um consolo soturno e macabro: As palavras são um tipo de bicho tão grande que conseguem, sem você nem perceber, criar uma realidade que nunca existiu. É por isso que acredito que não vai adiantar ele fotografar no melhor ângulo o que eu tive na palma da minha mão.  Enquanto eu me preocupei em sentir, você foi o bobo que guardou o que nunca vai ter. E no fim dessa frase a necessidade-sei-lá-do-que aperta forte, me deixando sentir todos os dedos de suas mãos empurrarem ao fundo do poço minha respiração. Puxa ar, puxa ar. Minhas palavras com caneta de hidrocor vermelho nunca vão conseguir mudar a realidade de que ele sabe como fazer ela feliz e quando tudo acabar, vão ser as palavras dela, escrita em um papel enfeitado, que vão dizer: "você me fez feliz como ninguém".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1770380313204210856-2615319419474769577?l=amorfas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorfas.blogspot.com/feeds/2615319419474769577/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1770380313204210856&amp;postID=2615319419474769577' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1770380313204210856/posts/default/2615319419474769577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1770380313204210856/posts/default/2615319419474769577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorfas.blogspot.com/2011/02/bula-para-garganta-inflamada.html' title='Bula para garganta inflamada'/><author><name>Pollan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06196898159180413906</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1770380313204210856.post-1076500298575465823</id><published>2010-08-16T20:55:00.001-03:00</published><updated>2010-08-16T21:18:14.203-03:00</updated><title type='text'>Abandono</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Talvez já meio sem jeito e o mesmo gosto que um dia tive pelas palavras bem escolhidas, eu não abandono tudo isso. Lembranças de uma garota que sonhava em ter o mundo sobre as linhas da mão. Hoje volto mais crescida, mas não menos garota. Me estranho com o termo mulher. Parece algo mais cheio, mais completo, finalizado. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Com pouco daquele sonho romântico, das idealizações e o medo miúdo do mundo todo, agora não me envergonha dizer que tenho medo de voar. Não porque fui privada de asas. É uma questão de precaução. Por mais quente ou frio que esteja o chão, me habitue a pisá-lo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Piso aqui com pés descalços, em uma nudez crua. Deixo que me vejam com olhos bem abertos, com lupas e lentes de graus. Essa é uma coragem que ganhei com o tempo. Agradeço a Graça por me mostrar esse lado sujo da vida com pupilas limpas. Aprendi a ver o bizarro pelo seu melhor ângulo e passei a me enquadrar nele com moldura dourada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Abortei várias vezes uma versão bonita de mim. Prefiro está amostra e aberta pelo lado feio da casa. Pois, abram essa porta, desfrutem de alguém e nunca digam que não avisei: minhas letras são feias, pulam linhas e desrespeitam a gramática. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1770380313204210856-1076500298575465823?l=amorfas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorfas.blogspot.com/feeds/1076500298575465823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1770380313204210856&amp;postID=1076500298575465823' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1770380313204210856/posts/default/1076500298575465823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1770380313204210856/posts/default/1076500298575465823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorfas.blogspot.com/2010/08/abandono.html' title='Abandono'/><author><name>Pollan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06196898159180413906</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1770380313204210856.post-5019880625787897619</id><published>2008-07-12T18:24:00.004-03:00</published><updated>2008-07-12T18:29:31.261-03:00</updated><title type='text'>Sem perdões</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;O balanço é sobre a água. O barco, mais distante, acomoda o homem de pé. Enquanto o balanço se movimenta o negro dos seus cabelos desliza. Branco. Cinza. Azul e uma flecha cortando o ar rente ao mar. Na frente. Saias sabem dançar, dançarinas de espelhos ensinam o giro. Saia de pregas. Listras e manga longa. Parece que faz frio. Tinta. Sente a tinta. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não acredite. Era tudo sonho. Não acredite. Não se permita. Não se desculpe.&lt;br /&gt;Um dia aprendo a ser tão má quanto Deus e a partir de então farei com que Eles acreditem e não mais eu. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1770380313204210856-5019880625787897619?l=amorfas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorfas.blogspot.com/feeds/5019880625787897619/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1770380313204210856&amp;postID=5019880625787897619' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1770380313204210856/posts/default/5019880625787897619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1770380313204210856/posts/default/5019880625787897619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorfas.blogspot.com/2008/07/sem-perdoes.html' title='Sem perdões'/><author><name>Pollan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06196898159180413906</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1770380313204210856.post-2790538693702127721</id><published>2008-06-12T01:28:00.003-03:00</published><updated>2008-06-12T01:33:45.257-03:00</updated><title type='text'>Entre disfarces e macetes.</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;É importante lembrar que não basta saber rebolar no bambolê por trinta minutos.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Esqueça. Esse é o desejo. Esquecer. Perder. Tirar. Não fazer parte de. Desejar esquecer é lamentável, principalmente quando se tem o vicio nojento de observar e passar. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Parece que o ar agora entra no balão e se as cores estão mais vivas, lembre-se sempre que alguém limpou o vidro. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Esconder. Assim fica mais fácil fazer acreditar que foi esquecido.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1770380313204210856-2790538693702127721?l=amorfas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorfas.blogspot.com/feeds/2790538693702127721/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1770380313204210856&amp;postID=2790538693702127721' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1770380313204210856/posts/default/2790538693702127721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1770380313204210856/posts/default/2790538693702127721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorfas.blogspot.com/2008/06/entre-disfarces-e-macetes.html' title='Entre disfarces e macetes.'/><author><name>Pollan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06196898159180413906</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1770380313204210856.post-3438535272690305771</id><published>2008-03-25T00:20:00.000-03:00</published><updated>2008-03-25T00:21:34.199-03:00</updated><title type='text'>Nesse não use dicionários e nem um pouco de preocupação.</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Sentir aos poucos não é querer dizer sentir pouco, entenda isso meu amor. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Entenda que no meu abraço frouxo é só pra deixar caber tudo dentro dele.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;E se você ler o amor apenas como amante, faz favor de parar neste ponto que do gratuitamente agora.&lt;/p&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Ninguém é amante aqui. É um amor que não se sabe definir, que já foram perguntadas suas formas e das respostas mais baratas foram recebidas. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Não me diga. É fácil calar, meu bem. Então faz silêncio.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Se você é estranho então me conceda um beijo. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Olha que tem um caminho bem curto ali. Mas andar é cansativo. Pelejo, mas não vou.&lt;br /&gt;olha que tem. Se tivessem rodas daquelas que não precisam de muita força pra corre, talvez, num dia de muito sol – que não é o caso de hoje – estaria longe. E perto de alguma coisa. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Não, não é um texto de amor. Não, também não é um texto de entender. Sim é um texto, mas do que? E quem sabe? Perdeu a vontade. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1770380313204210856-3438535272690305771?l=amorfas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorfas.blogspot.com/feeds/3438535272690305771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1770380313204210856&amp;postID=3438535272690305771' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1770380313204210856/posts/default/3438535272690305771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1770380313204210856/posts/default/3438535272690305771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorfas.blogspot.com/2008/03/nesse-no-use-dicionrios-e-nem-um-pouco.html' title='Nesse não use dicionários e nem um pouco de preocupação.'/><author><name>Pollan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06196898159180413906</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1770380313204210856.post-3110588044668059369</id><published>2008-03-24T23:59:00.000-03:00</published><updated>2008-03-25T00:00:49.864-03:00</updated><title type='text'>Nada não.</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;É tudo porque o tempo vai passando e não aparecem ganchos pra segurar firme e não cair. E o pior de tudo é que cair pode parecer triste, mas vem junto com prazer agora. Não diminui, muito menos reprime. Foi só que ninguém viu que tinha um pára-quedas aberto, e o descer foi suave, confortante. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Caiu no chão com os pés nus, mas bem recebidos quando chegou. Nada tremeu e a falta donde se segurar não afetou. Aquele pé esperto já conhecia bem onde iria pisar e foi descalço sem medo de encontrar pregos pelo caminho. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Pisar com força pode parecer raiva, mas às vezes pode ser só uma forma de apoiar melhor. Não viu as mãos? Elas seguram no vento pra ele escapar nos corredores finos dos dedos. Parecem de bailarinas bem treinadas: deixam suavidade por onde passam pra esconder a força contida no mais leve dos movimentos. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Tem a porta entre aberta. Não passa nem a brisa, nem eu, nem você. E é por isso que está todo mundo aqui. Ah! Mas é nada não, tranca a porta, toma um vinho e não se esquece de dançar, pra só cair de verdade quando tiver cansado, dormi e acorda pra começar mais uma vez. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Você sabe e sabe bem melhor do que eu que tudo isso não é nada, não é nada, não.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1770380313204210856-3110588044668059369?l=amorfas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorfas.blogspot.com/feeds/3110588044668059369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1770380313204210856&amp;postID=3110588044668059369' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1770380313204210856/posts/default/3110588044668059369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1770380313204210856/posts/default/3110588044668059369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorfas.blogspot.com/2008/03/nada-no.html' title='Nada não.'/><author><name>Pollan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06196898159180413906</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1770380313204210856.post-7288003509066771702</id><published>2008-01-22T13:14:00.000-03:00</published><updated>2008-11-06T23:58:53.552-03:00</updated><title type='text'>Armário.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_u-QEHPyr8rU/R5YcYJvwt-I/AAAAAAAAACA/CqKw-Dd9j-s/s1600-h/2170347377_369d56f467.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_u-QEHPyr8rU/R5YcYJvwt-I/AAAAAAAAACA/CqKw-Dd9j-s/s320/2170347377_369d56f467.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5158341624458164194" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;blockquote&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);font-family:Arial,Helvetica;" &gt;&lt;span style=""&gt;"Eu queria, senhora, ser o seu armário &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);font-family:Arial,Helvetica;" &gt;&lt;span style=""&gt;e guardar os seus tesouros como um corsário &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);font-family:Arial,Helvetica;" &gt;&lt;span style=""&gt;Que coisa louca: ser seu guarda-roupa! &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);font-family:Arial,Helvetica;" &gt;&lt;span style=""&gt;Alguma coisa sólida circunspecta &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);font-family:Arial,Helvetica;" &gt;&lt;span style=""&gt;e pesada nessa sua vida tão estabanada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);font-family:Arial,Helvetica;" &gt;&lt;span style=""&gt;Um amigo de lei (de que madeira eu não sei)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);font-family:Arial,Helvetica;" &gt;&lt;span style=""&gt;Um sentinela do seu leito com todo o respeito.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);font-family:Arial,Helvetica;" &gt;&lt;span style=""&gt;Ah, ter gavetinhas para suas argolinhas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);font-family:Arial,Helvetica;" &gt;&lt;span style=""&gt;Ter um vão para seu camisolão e sentir o seu cheiro, senhora, o dia inteiro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);font-family:Arial,Helvetica;" &gt;&lt;span style=""&gt;Meus nichos como bichos engoliriam suas meias-calças,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);font-family:Arial,Helvetica;" &gt;&lt;span style=""&gt;seus soutiens sem alças, e tirariam&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);font-family:Arial,Helvetica;" &gt;&lt;span style=""&gt;nacos dos seus casacos,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);font-family:Arial,Helvetica;" &gt;&lt;span style=""&gt;E no meu chão,como trufas, as suas pantufas...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);font-family:Arial,Helvetica;" &gt;&lt;span style=""&gt;Seus echarpes, seus jeans, seus longos e afins &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);font-family:Arial,Helvetica;" &gt;&lt;span style=""&gt;Seus trastes e contrastes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);font-family:Arial,Helvetica;" &gt;&lt;span style=""&gt;Aquele vestido com asa e aquele de andar em casa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);font-family:Arial,Helvetica;" &gt;&lt;span style=""&gt;Um turbante antigo. Um pulôver amigo. Bonecas de pano. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);font-family:Arial,Helvetica;" &gt;&lt;span style=""&gt;Um brinco cigano.Um chapéu de aba larga.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);font-family:Arial,Helvetica;" &gt;&lt;span style=""&gt;Um isqueiro sem carga.Suéteres de lã e um estranho astracã. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);font-family:Arial,Helvetica;" &gt;&lt;span style=""&gt;Ah, vê-la se vendo no meu espelho, correndo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);font-family:Arial,Helvetica;" &gt;&lt;span style=""&gt;Puxando, sem dores, os meus puxadores.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);font-family:Arial,Helvetica;" &gt;&lt;span style=""&gt;Mexendo com o meu interior à procura de um pregador. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);font-family:Arial,Helvetica;" &gt;&lt;span style=""&gt;Desarrumando meu ser por um prêt-à-porter...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);font-family:Arial,Helvetica;" &gt;&lt;span style=""&gt;Ser o seu segredo,senhora, e o seu medo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);font-family:Arial,Helvetica;" &gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);"&gt;E sufocar com agravantes todos os seus amantes."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right; color: rgb(51, 102, 102);"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial,Helvetica;font-size:85%;"  &gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);"&gt;\\Texto Luís Fernando Veríssimo; Foto Maria Olivia//&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1770380313204210856-7288003509066771702?l=amorfas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorfas.blogspot.com/feeds/7288003509066771702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1770380313204210856&amp;postID=7288003509066771702' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1770380313204210856/posts/default/7288003509066771702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1770380313204210856/posts/default/7288003509066771702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorfas.blogspot.com/2008/01/armrio.html' title='Armário.'/><author><name>Pollan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06196898159180413906</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_u-QEHPyr8rU/R5YcYJvwt-I/AAAAAAAAACA/CqKw-Dd9j-s/s72-c/2170347377_369d56f467.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1770380313204210856.post-7645725780857888113</id><published>2008-01-22T02:36:00.002-03:00</published><updated>2010-08-16T21:33:58.504-03:00</updated><title type='text'>Vermelho.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Medo junta no peito como se alguém tivesse passado a vassoura arrastando todos os restos pra um canto só. Alguns esperam o vento bater e fazer medo de poeira se espalhar mundo a fora. Outros procuram um tapete pra esconder a sujeira debaixo.&lt;/div&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A cor pode não ser vermelha, mas espelhava-se aquele tom por todo o corpo, espaço e tudo, e tudo e mais um pouco. Vermelho igual sangue. Isso dá medo do próprio medo. Sua cor forte, tão viva, seus detalhes e suas mil facetas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quando fica escuro no céu e na terra a voz do medo corre aliciando lagrimas, mastigando a calma. O som do medo é o silêncio. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quero pinceis novos e uma aquarela de cores novas pra pintar o medo de branco e fazer sumir. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1770380313204210856-7645725780857888113?l=amorfas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorfas.blogspot.com/feeds/7645725780857888113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1770380313204210856&amp;postID=7645725780857888113' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1770380313204210856/posts/default/7645725780857888113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1770380313204210856/posts/default/7645725780857888113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorfas.blogspot.com/2008/01/vermelho.html' title='Vermelho.'/><author><name>Pollan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06196898159180413906</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1770380313204210856.post-4267937642749690414</id><published>2008-01-18T13:45:00.001-03:00</published><updated>2010-08-16T21:32:31.092-03:00</updated><title type='text'>Não se engane.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#0000EE;"&gt;&lt;u&gt;&lt;br /&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Hoje é mais fácil ver mentira, suas formas inebriantes e coloridas com cores roubadas das borboletas vestem olhos perdidos. Mentira lembra vingança: doce e fria, lenta e linda. Tem a suavidade do som de uma lira e toda sua estética rústica e elegante.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Malandra, dança. Canta no pé do ouvido, Engana. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ósculo. Por favor, não se engane, eu me peço. Não dessa vez.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1770380313204210856-4267937642749690414?l=amorfas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorfas.blogspot.com/feeds/4267937642749690414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1770380313204210856&amp;postID=4267937642749690414' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1770380313204210856/posts/default/4267937642749690414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1770380313204210856/posts/default/4267937642749690414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorfas.blogspot.com/2008/01/no-se-engane.html' title='Não se engane.'/><author><name>Pollan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06196898159180413906</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1770380313204210856.post-6801717587221264732</id><published>2008-01-08T21:29:00.000-03:00</published><updated>2008-01-08T21:42:01.123-03:00</updated><title type='text'>A minha vontade.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Vontade desvairada, desmedida que maltrata o organismo vivo. Sonhos que se apagam por não existir uma caixinha que caibam eles. Até o medo do escuro pode ser superado, mas a vontade é constante, cotidiana. Insaciável fome de linhas próprias transforma caderno em puro egocentrismo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Largam-se todos os vícios, dos mais simples aos mais complexos, vontade, que não é vício, permanece viva e aflorando novos vícios. Tudo que foi vivido tem que achar seu espaço, sua vaga, no aperto de pequenas e bagunçadas letras. As rubras rugas não se desenham tão fácil. É uma luta querer saber como descrevê-las. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Vontade transpassada guardada dói, tem o cheiro da dor, a pele da dor. Revivida parecem ser de autoria de outrem desconhecido. Acaba com os cigarros e bebas bebidas dos botecos. Ilude no seu fim e faz esquecer-se do começo. Prende num tempo sem horas, que de fora parece arrastar pra passar, mas que na vera está congelado, condenando quem a vive para a eternidade. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E assim foi. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1770380313204210856-6801717587221264732?l=amorfas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorfas.blogspot.com/feeds/6801717587221264732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1770380313204210856&amp;postID=6801717587221264732' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1770380313204210856/posts/default/6801717587221264732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1770380313204210856/posts/default/6801717587221264732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorfas.blogspot.com/2008/01/minha-vontade.html' title='A minha vontade.'/><author><name>Pollan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06196898159180413906</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
